A inovação tecnológica tem se consolidado como um pilar essencial para o crescimento econômico e para a competitividade global. Em recente encontro com líderes da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, enfatizou a importância de alinhar as políticas públicas à inovação para alcançar um desenvolvimento sustentável e inovador. Este evento, que ocorreu em São Paulo, reuniu 170 representantes do setor privado, academia e instituições de ciência e tecnologia, estabelecendo um espaço para debates sobre os desafios e as soluções necessárias para o avanço da inovação no Brasil.
Durante a reunião, o ministro Haddad destacou que, embora a estabilidade econômica seja um passo importante, o verdadeiro avanço do país depende de uma revolução no campo da inovação. “Mesmo com a macroeconomia ajustada, o salto quântico que buscamos só será possível com uma política de inovação bem estruturada”, afirmou. Para ele, é necessário um esforço contínuo para transformar a inovação em uma política de Estado, capaz de gerar resultados a médio e longo prazos. Nesse sentido, o fórum da MEI tem um papel vital na construção de uma agenda estratégica para o desenvolvimento de novas tecnologias e de novas formas de atuação empresarial.
Um dos principais tópicos discutidos foi o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), que alcançou um orçamento recorde de R$ 12,7 bilhões no ano passado. Esse fundo tem sido um dos instrumentos mais eficazes no incentivo à pesquisa e ao desenvolvimento tecnológico no Brasil. Além disso, a Lei do Bem, que completa 20 anos de vigência, também foi abordada como um mecanismo essencial para fomentar a inovação no setor privado. O ministro Haddad sugeriu que a Lei do Bem deve passar por melhorias para se adequar às novas demandas do mercado, tornando-se ainda mais eficiente no apoio à pesquisa e ao desenvolvimento no país.
Outro tema relevante durante o encontro foi o plano nacional de data centers, que visa atrair investimentos e incentivar a transformação digital no Brasil. A proposta, que combina a transição ecológica com a inovação tecnológica, destaca o potencial do país em oferecer serviços de data centers de baixo custo e com uso de energia limpa. Esse é um exemplo claro de como a inovação pode ser um motor de crescimento sustentável, alinhado com as metas globais de preservação ambiental e eficiência energética.
A MEI, que reúne cerca de 700 empresas, tem se mostrado uma plataforma poderosa para integrar as iniciativas privadas e públicas em prol da inovação. Os participantes do Comitê de Líderes ressaltaram a importância de um trabalho colaborativo entre o governo e as empresas para superar os desafios estruturais e operacionais que ainda limitam a capacidade do Brasil em avançar em áreas de pesquisa e desenvolvimento. Para o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, a reunião foi uma oportunidade valiosa para aproximar as agendas do governo e do setor privado, criando um espaço para diálogos construtivos sobre o futuro da inovação.
O encontro também trouxe à tona a discussão sobre a COP30 e as contribuições do setor privado para as negociações climáticas. O ministro Haddad e os líderes da MEI destacaram a necessidade de um maior envolvimento do setor produtivo nas ações climáticas, considerando que 84% das emissões vêm do setor privado. A iniciativa, chamada de Sustainable Business COP (SB COP), visa levar soluções práticas do setor privado para as mesas de negociação internacional, algo que, segundo o ministro, pode gerar resultados mais efetivos na redução das emissões e na promoção de práticas empresariais sustentáveis.
Além disso, o ministro mencionou a Reforma Tributária como um passo importante para criar um ambiente mais favorável à inovação no Brasil. Com a aprovação dessa reforma, o governo visa simplificar o sistema tributário, promovendo um clima mais favorável para investimentos em novos negócios e tecnologias. Para Haddad, um sistema tributário mais justo e eficiente será um dos pilares para o desenvolvimento de uma economia mais dinâmica e inovadora.
A participação ativa do setor produtivo nas discussões sobre inovação e desenvolvimento sustentável foi destacada como essencial para o sucesso das políticas públicas. O ministro Haddad enfatizou a importância de manter um canal aberto entre o governo e os líderes empresariais, pois isso facilita a implementação de políticas públicas que atendam tanto às necessidades da economia quanto às exigências de um mercado em constante evolução. A colaboração entre o governo, as empresas e as instituições de pesquisa será fundamental para que o Brasil alcance seus objetivos de inovação e sustentabilidade nos próximos anos.
Ao final da reunião, ficou claro que a agenda de inovação do Brasil depende de um esforço conjunto e contínuo. A Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI) tem se mostrado uma plataforma essencial para fortalecer esse movimento, criando um ambiente propício ao desenvolvimento de soluções inovadoras e sustentáveis. O diálogo entre o governo e o setor privado, mediado por espaços como o Comitê de Líderes, será crucial para que o Brasil possa se posicionar como um líder global em inovação, tecnologia e sustentabilidade nas próximas décadas.
Autor: Boris Kolesnikov
Fonte: Assessoria de Comunicação da Saftec Digital