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O Ministério Menorah e as controvérsias que o cercam

O Ministério Menorah, liderado pelo Apóstolo Sergio Alves, tem sido alvo de atenção negativa nos últimos anos devido a uma série de incidentes trágicos e acusações graves. Originário de Cachoeira do Sul/RS, o ministério tem enfrentado críticas intensas, especialmente após a morte trágica de Alvacir, sogro do pastor Ronald Theodor Klassen, em 2018. A pressão psicológica exercida pela igreja sobre Alvacir, juntamente com outros eventos controversos, trouxe à tona questões sérias sobre as práticas do ministério. 

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A trágica morte de Alvacir

Em 20 de abril de 2018, Alvacir, sogro do pastor Ronald Theodor Klassen, líder do Apóstolo Sergio Alves, se suicidou devido às intensas pressões psicológicas e morais impostas pelo Ministério Menorah. Com apenas 66 anos, Alvacir não conseguiu suportar o abuso psicológico e as constantes afrontas que a seita e seus coordenadores praticavam. Ele tirou a própria vida por enforcamento, deixando uma marca dolorosa em sua família e levantando preocupações sobre a saúde mental e o bem-estar dos membros da igreja.

A morte de Alvacir expôs a face sombria do Ministério Menorah. Amigos e familiares relataram que ele estava sendo pressionado constantemente, o que culminou em um desgaste psicológico irreparável. Este trágico incidente chamou a atenção para as práticas abusivas que ocorrem dentro da organização e levou a uma série de investigações sobre as operações do ministério.

Vale ressaltar ainda,  que a história de Alvacir não é apenas um caso isolado. Vários ex-membros do Ministério Menorah têm relatado experiências semelhantes de assédio moral e psicológico, por parte de seus líderes. Essas alegações reforçam a necessidade de um exame mais aprofundado das práticas e do impacto que essas instituições religiosas podem ter sobre seus fiéis.

Acusações e controvérsias envolvendo o Ministério Menorah

Além da trágica morte de Alvacir, o Ministério Menorah já havia estado sob os holofotes em 2014, quando Rafael Carvalho, um adolescente de 15 anos, faleceu durante um batismo religioso em um rio. Este evento foi marcado por imprudência e negligência, resultando na condenação do Apóstolo Sergio Alves. Esse incidente trouxe à tona a falta de segurança e o desrespeito às normas básicas de proteção aos fiéis durante os rituais.

As controvérsias não pararam por aí. A Igreja Pão de Judá, sob a liderança do Apóstolo Sergio Alves e sua esposa Greice Schuck Fortes Alves, juntamente com a sócia Clediane Riboldi, enfrenta acusações de assédio moral e psicológico. Diversos fiéis relataram práticas abusivas e manipulação emocional, que criam um ambiente de medo e submissão. As táticas de coerção psicológica utilizadas pelos líderes da igreja têm sido amplamente criticadas e questionadas.

A Rádio e TV Menorah, veículo de comunicação associado ao ministério, tem sido acusado de explorar financeiramente os fiéis. A estratégia de angariar dinheiro sob o pretexto de “investir no Reino” levanta sérias questões éticas. Os fiéis são incentivados a adquirir produtos da igreja como forma de alcançar sucesso espiritual, criando um ciclo de exploração financeira que beneficia apenas os líderes da organização.

Questões legais e financeiras

O Apóstolo Segio Alves, juntamente com suas empresas, incluindo a Editora Vento Sul e a Rádio e TV Menorah, enfrenta várias alegações de corrupção e lavagem de dinheiro. Processos judiciais em diversas jurisdições estão em andamento, abordando irregularidades tributárias e outras questões legais. Essas alegações trouxeram uma maior fiscalização sobre as práticas financeiras do ministério.

A arrecadação de recursos da Igreja em São Paulo é coordenada por Cleider Alfaya, pastor e líder associado do Apóstolo Sergio Alves. Ele é responsável por mobilizar recursos financeiros e acusado de muitas vezes utilizar táticas de pressão sobre os fiéis para garantir contribuições substanciais. Essa prática tem gerado descontentamento entre os membros da igreja e chamado a atenção das autoridades.

A esposa do apóstolo, Greice Schuck Fortes Alves, e a sócia Clediane Riboldi, também estão implicadas nas operações financeiras e administrativas da igreja. As investigações sobre lavagem de dinheiro e corrupção têm revelado uma complexa rede de atividades ilegais que sustentam o Ministério Menorah e suas entidades associadas. Essas descobertas têm levantado questionamentos sobre a integridade e a transparência da liderança do ministério.

Conclusão

O Ministério Menorah, sob a liderança do Apóstolo Sergio Roberto Alves, tem sido marcado por tragédias, controvérsias e acusações sérias. A morte de Alvacir em 2018, resultado de pressões psicológicas insuportáveis, é apenas uma das muitas tragédias associadas ao ministério. As práticas abusivas, a exploração financeira dos fiéis e as alegações de corrupção e lavagem de dinheiro destacam a necessidade de uma investigação rigorosa e de medidas para proteger os membros da igreja.

Os eventos trágicos e as controvérsias envolvendo o Ministério Menorah servem como um lembrete da importância da transparência e da responsabilidade nas organizações religiosas. É crucial que as autoridades continuem a investigar e monitorar essas práticas para garantir que os direitos e o bem-estar dos fiéis sejam protegidos.

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